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“É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de uma boa fortuna deve estar necessitado de uma esposa.
— Jane Austen (em Orgulho e Preconceito)

“(…) - pois embora algumas poucas horas dedicadas à cansativa tarefa de conversar incessantemente sejam suficientes para colocar em dia todos os assuntos concernentes a duas criaturas racionais, entre os apaixonados a situação é diferente. Entre eles nenhum assunto se esgota, nenhum comunicação é feita a menos que seja repetida vinte vezes.
Jane Austen - Razão e sensibilidade. 

“Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada…
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, – que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem – nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice…
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
— Monólogo De Orfeu, Vinicius de Moraes.

“Comparar-te a um dia de verão?
Há mais ternura em ti, ainda assim:
um maio em flor às mãos do furacão,
o foral do verão que chega ao fim.
Por vezes brilha ardendo o olhar do céu;
outras, desfaz-se a compleição doirada,
perde beleza a beleza; e o que perdeu
vai no acaso, na natureza, em nada.
Mas juro-te que o teu humano verão
será eterno; sempre crescerás
indiferente ao tempo na canção;
e, na canção sem morte, viverás:
Porque o mundo, que vê e que respira,
te verá respirar na minha lira.
— Shakespeare 

“Falhei no que fui, falhei no que quis, falhei no que soube.
— Fernando Pessoa como Álvaro de Campos

“(…) prometa que vai cantar a vida porque o instante existe, como diria Cecília; prometa que vai conhecer o vento e o sol, andar pela mão das Estações e continuar seguindo e olhando o rio que corre por sua aldeia, como Caeiro; prometa que vai fazer caretas diante do espelho, como o anjo de Quintana, e divertir sua infância e a infância das crianças ao seu redor. (…)
— Gabriel Mayer

“É necessário correr o máximo possível para ficar no mesmo lugar. Se você quer chegar a algum outro lugar, deve correr pelo menos duas vezes mais rápido que isso.
— Lewis Carrol, em Alice no País das Maravilhas.

“Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver, Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Por mesmo os muitos sábios não conseguem ver os dois lados.
— O Senhor dos Anéis - A sociedade do anel, página 61

“Gente chata da porra. A Terra está cheia deles. Propagando mais gente chata. Um espetáculo de horror. A terra botando chatos pelo ladrão.
— Charles Bukowski em Pulp.

“Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só meditando, ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista.
— Charles Bukowski em Pulp.

“Não saberia o analista que a espera é uma das coisas que faziam as pessoas ficarem loucas? Esperavam para viver, esperavam para morrer. Esperavam para comprar papel higiênico. Esperavam na fila para pegar dinheiro. E, se não tinham dinheiro, precisavam esperar em filas mais longas. A gente tinha de esperar para dormir e esperar para acordar. Tinha de esperar para se casar e para se divorciar. Esperar pela chuva, esperar pelo sol. Esperar para comer e esperar para comer de novo. A gente tinha de esperar na sala de espera do analista com um monte de doidos, e começa a pensar se não estava ficando doido também.
— Charles Bukowski em Pulp

“Não era fácil. Eu jamais ganhara uma bolsa de estudos para Oxford. Dormira nas aulas de biologia e era fraco em matemática. Mas conseguira ficar vivo até então.
— Charles Bukowski em Pulp.